sexta-feira, 31 de julho de 2009
La maison en petit cubes
Video games e educação: uma combinação possível?
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O FISU Web Games (FWG) é uma competição internacional entre estudantes universitários, realizada por meio da internet. A competição terá disputas em rede de games, de festivais culturais e de promoção de talentos esportivos, artísticos e acadêmicos. Será realizada pela Federação Internacional de Esporte Universitário, que representa 60 mil universidades em 153 países, totalizando 140 milhões de jovens.
“As novas tecnologias têm um papel fundamental na difusão de educação, conhecimentos e cultura”, disse o ministro Orlando Silva. “Os jogos, com caráter educativo, servirão ao propósito de difundir os valores do esporte, de aproximar povos e nações, e de estimular a ocupação saudável do tempo para os jovens em todo o mundo”.
O FISU Web Games será disputado por meio do portal FWG. As competições serão disputadas em duas etapas – online e offline. Na etapa online, os usuários cadastrados no FWG participarão da competição pela internet. Já na fase de semifinais e finais, o usuário viajará para a cidade anfitriã para as disputas ao vivo, eventos internacionais que serão realizados em grandes arenas, como ginásios de esporte, centros de convenções ou campus universitários.
Os eventos offline são as disputas finais de cada uma das competições já realizadas em rede. Os custos da viagem dos finalistas para os locais de competição são pagos pela FWG. Os vencedores recebem premiações em dinheiro, medalhas e troféus.
Projeto piloto – O projeto piloto do portal FWG será testado no segundo semestre de 2010, com a realização de uma competição envolvendo oito países de línguas portuguesa, nos continentes da América do Sul, Europa, Ásia e África, totalizando sete milhões de estudantes universitários.
Durante o projeto piloto todas as funcionalidades do portal serão testadas e avaliadas. O software que permitirá a competição online será traduzido para mais de 50 países, permitindo, assim, a participação de estudantes de todo o mundo, a partir de 2011.
Ferramentas - O FWG tem diversas ferramentas de comunicação, como o Webcast, a TV online do FISU Web Games. A estrutura inclui ainda o portal de games da internet e uma rede internacional de notícias especializada em temas de interesse dos jovens universitários. No Fórum Mundial Universitário permanente serão discutidos temas gerais, como proteção ambiental, desenvolvimento sustentável, produção de energia limpa, biocombustível e outros temas internacionais de interesse estratégico.
Atualmente o Portal FWG prevê 16 eventos nos quatro anos, sendo quatro no Brasil e 12 por diversas capitais mundiais. A lista de eventos culturais leva em conta os temas de interesse dos jovens universitários e a possibilidade de entregas comerciais para os patrocinadores. Inclui disputas em categorias diversas, como bandas de rock, bandas de jazz, canção popular, coral, dança clássica, dança moderna, street dance, sapateado, mímica, animação, comercial de 30’, design de moda e interpretação, além dos games.
O comitê gestor será coordenado pelo Ministério do Esporte, que terá a responsabilidade de articular as ações dos diversos órgãos, ministérios e agências governamentais envolvidas no evento. A realização dos eventos no país permitirá que cada órgão do governo federal possa executar as mais variadas ações no sentido de apresentar e fortalecer a marca Brasil.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Motivo de orgulho
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Estudantes brasileiros se destacam na Olimpíada Internacional de Física
A equipe foi composta por André Luis Farias, de Pernambuco, Ivan Mitoso Rocha, do Ceará, que conquistaram medalhas de prata; Leonardo Stedile, de São Paulo, Illan Halpern, do Rio de Janeiro, que ganharam medalhas de bronze; e Márcio Paiva Filho, do Rio Grande do Norte, que ganhou menção honrosa.
Esses estudantes iniciaram sua maratona de estudos em 2007, quando cursavam a 1ª série do ensino médio e estiveram entre os 48 alunos mais bem classificados, entre os 165 mil que se inscreveram naquela série. No total, a OBF 2007 recebeu 520 mil inscrições. Em 2008 esse número subiu para 770 mil.
Desde 2008, foram 18 meses de seleção e preparação nas coordenações estaduais da OBF, finalizadas com cursos intensivos e provas no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), no Campus de São Carlos. A IPhO teve a participação de 316 estudantes de 82 países. A classificação brasileira nesta edição foi superior à de 2008, quando conquistou uma medalha de prata, uma medalha de bronze e duas menções honrosas. O Brasil obteve este ano a melhor classificação entre os países ibero-americanos.
Assessoria de Comunicação
Ministério da C&T
www.mct.gov.br
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Só número de acertos não definirá nota do Enem
BRASÍLIA - As notas dos participantes no novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serão definidas apenas com base no número de acertos, mas também no grau de dificuldade de cada questão e numa fórmula estatística que considera até a possibilidade de que o acerto tenha sido obtido ao acaso, ou por chute. Um software será usado para calcular os resultados, anunciou nesta quarta-feira o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reinaldo Fernandes.O Inep vai divulgar à meia noite desta quarta-feira, na internet, um simulado com 40 questões modelo do novo Enem, sendo 10 para cada área avaliada: ciência da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática. O simulado está disponível no site (www.enem.inep.gov.br).
Reinaldo explicou que, pela primeira vez, a prova do Enem será elaborada com base na teoria de resposta ao item, o que permite comparar o desempenho de participantes em anos diferentes do exame.
O simulado trará também um gabarito com as respostas. No entanto, segundo Reinaldo, não será possível saber a nota final com base no número de acertos. Ele ressalvou que o simulado permitirá que o estudante conheça o formato das provas e tenha uma ideia do nível de preparo.
O cálculo da nota do simulado não será possível por dois motivos. Primeiro, porque a prova que será aplicada em outubro terá 180 questões, o simulado tem apenas 40. Em segundo lugar, a nota final do Enem depende de uma série de cálculos estatísticos e não apenas do número de acertos.
- Uma correção clássica dá uma noção do desempenho. A tendência é que quem acerta mais itens vai melhor - disse Reinaldo.
Ele disse também que as notas do novo Enem serão divulgadas separadamente por área avaliada, assim haverá cinco notas: quatro referentes a provas objetivas e uma da redação.
Fonte: O Globo, 29/07/09
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/07/29/so-numero-de-acertos-nao-definira-nota-do-enem-757023700.asp
Fractais
http://www.lehtikuva.fi/hehkuva/
Enviado por Gilvan Magalhães
Baixa adesão nos cursos de formação de professores
BRASÍLIA e BELO HORIZONTE - O Rio e o Pará eram nesta sexta-feira os únicos estados em que o número de candidatos já superava o total de vagas nos cursos de graduação oferecidos gratuitamente a professores da rede pública pelo Ministério da Educação. A uma semana do fim do prazo de pré-inscrições, havia 27.438 profissionais cadastrados para as 57.399 vagas nos 17 estados que participam do programa. Isso significa que, por enquanto, há procura por apenas 47% das vagas.
No Rio, a situação era bem diferente: 1.181 professores para 790 vagas (demanda de 149%). No Pará, idem: 1.050 para 925 (113%). Embora no Rio a demanda geral seja maior do que a oferta, uma análise curso a curso revela que ainda há vagas: das 91 licenciaturas (curso de formação de professores) disponíveis, 16 tinham ontem 134 vagas em aberto.
Professor da educação básica vai escolher curso de formação pela webExemplo disso é a licenciatura em física no Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrópolis: 39 das 40 vagas estavam disponíveis. Situação oposta ocorre na licenciatura em línguas e literatura portuguesa da UFRJ, no Rio: já são 74 candidatos para somente 3 vagas.
Mesmo quem não se inscreveu ainda tem chance. Após a primeira fase, cada secretaria de Educação deverá confirmar as inscrições. O objetivo é assegurar que as vagas fiquem com professores que precisam da formação. Quando houver mais candidatos que vagas, o MEC recomenda sorteio, mas as instituições têm autonomia para estabelecer outros critérios.
O objetivo é garantir que todos os professores da rede pública concluam o curso de licenciatura da disciplina que lecionam. A meta é formar 330 mil até 2015, em cinco períodos de ingresso: o deste semestre, dois em 2010 e outras dois em 2011. O secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, disse que os professores que não conseguirem a vaga agora serão atendidos nos próximos semestres. O fato de apenas 27 mil docentes terem feito inscrição preocupa o MEC.
Cada professor pode optar por até três cursosNo Rio, segundo o MEC, a UFRJ decidiu transferir 14 vagas para 2010, o que reduziu a oferta total no estado de 804 para 790 vagas. Na Plataforma Freire, cada professor pode optar por até três cursos. Assim, os números de pré-inscrições são inflados. No Rio, por exemplo, havia ontem 2.263 pré-inscrições, feitas por apenas 1.181 professores.
Seis estados não aderiram à primeira etapa do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Acre e Rondônia. Nesses seis estados, 145,7 mil educadores não têm cursos de graduação - escolaridade considerada ideal pelo MEC, apesar de a legislação admitir o diploma de segundo grau em algumas etapas do ensino.
A maioria dos sem-diploma trabalha em São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul (132,1 mil), que têm, respectivamente, a primeira, a segunda e a quinta maiores redes de ensino do país. Mas, em percentuais, os casos mais gritantes são o do Acre, com 54% dos trabalhadores sem graduação; e o de Rondônia (36%).
Segundo o MEC, cabia às secretarias estaduais elaborar um diagnóstico das carências nos estados. Os seis estados não elaboraram ou elaboraram os levantamentos tardiamente, o que impediu a participação deles.
Fonte: O Globo, 24/07/09
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/07/24/cursos-para-formacao-de-professores-ainda-tem-baixa-adesao-mas-no-rio-no-para-numero-de-inscritos-maior-que-oferta-756970288.asp
terça-feira, 28 de julho de 2009
Ensino regular comporta 53% dos alunos com deficiência
da Folha de S.Paulo, no Rio
A inclusão de deficientes vem crescendo no Brasil. Em 2008, dos 696 mil alunos com alguma deficiência em escolas, 53% estudavam com os demais adolescentes e crianças. Em 1998, a taxa era de apenas 13%, e o total de estudantes na educação especial era de 337 mil. Mas as experiências desses alunos são diversas.
Samuel Sestaro, 19, que tem síndrome de Down, diz que estudar ao lado de colegas em classes regulares foi fundamental para concluir o ensino médio e ingressar numa faculdade de design, em Santos (SP). "Meus amigos e professores sempre me ajudaram muito."
Vilma Sestaro, mãe de Samuel, diz ter certeza de que, se tivesse matriculado seu filho apenas em escolas especiais, ele nunca teria conseguido chegar aos 19 anos em um curso superior. "Desde criança, ele estudou em escolas públicas e isso foi muito bom para ele."
Já Alisson Pinto, 32, que tem paralisia cerebral parcial, credita seu desenvolvimento intelectual ao trabalho na Apae de Pará de Minas (MG).
"Estudei num colégio estadual, e, lá, a professora não estava preocupada com meu aprendizado", disse. "Quem me ensinou o que eu aprendi foi a Apae", afirmou ele.
sábado, 25 de julho de 2009
ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
"Efeito da data de nascimento" ou "Birthday Effect"
Os resultados destas pesquisas oferecem subsídios para análise da polêmica atual sobre a entrada de crianças de seis anos nas escolas brasileiras. Por exemplo, o estudo conduzido por Strøm (2004) na Noruega mostrou que as crianças mais jovens, nascidas em dezembro, apresentam defasagem significativa em testes de leitura quando comparadas a crianças mais velhas nascidas no mesmo ano. A pesquisa indica que as regras para o ingresso de alunos no ensino fundamental devem ser flexíveis a fim de proporcionar igualdade de oportunidades para todas as crianças.
Estes estudos sinalizam que a proposta do MEC (de uniformizar a idade de ingresso das crianças na escola para os seis anos completos) deve ser considerada com cautela. A experiência dos outros países nos mostra que embora seja importante a criação de parâmetros nacionais, sua aplicação deve considerar o direito de todos os alunos à educação de qualidade, levando em consideração o efeito da data de aniversário no processo de aprendizagem, especialmente para os alunos mais pobres.
Referências
DiPasquale, Glenn W., Moule, Allan D., Flewelling, Robert W. (1980) The Birthdate Effect. Journal of Learning Disabilities, 13: 4-8.
Diamond, Grace H.(1983) The Birthdate Effect: A Maturational Effect? Journal of Learning Disabilities, 16: 161-164.
Strøm, B. (2004) Student achievement and birthday effects. Paper prepared for presentation at the CESifo-Harvard University/PEPG Conference on “Schooling and Human Capital in the Global Economy: Revisiting the Equity-Efficiency Quandary,” CESifo Conference Center, Munich, September 3-4, 2004.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Crianças não são milho...

Esta metáfora torna-se particularmente apropriada em se tratando do ingresso de alunos no primero ano do ensino fundamental. Recentemente, com a extensão deste nível de ensino para nove anos, o debate sobre a idade de ingresso ampliou-se nos estados na Federação. Alguns decidiram matricular crianças com seis anos incompletos, o que vem gerando muita polêmica.
De acordo com a notícia abaixo o Ministério da Educação agora pretende uniformizar a idade de ingresso com um projeto de lei. Ao meu ver, parece adequado ter como parâmetro nacional a matrícula de alunos com seis anos completos. Entretanto, é importante que a legislação não seja interpretada de forma inflexível. Em outras palavras, pais, professores e gestores devem ter em mente que o sistema de seriação (ou ciclos) não pode prejudicar a aprendizagem e o avanço intelectual das crianças.
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Versão completa da reportagem publicada no Estado de São Paulo (gentilmente enviada por Gilvan Magalhães):
MEC elabora projeto para unificar idade para a 1ª série AE - Agencia Estado
Entre os Estados que contrariam a norma nacional estão dois - Paraná e Rio de Janeiro - que aprovaram leis estaduais que permitem matrículas na 1ª série do ensino fundamental de crianças que completem 6 anos até 31 de dezembro. Em São Paulo, o Conselho Estadual de Educação orienta escolas públicas e particulares a matricularem na 1ª série crianças que completem 6 anos até 30 de junho.
O projeto deve ser enviado em agosto ao Congresso, fixando uma data de corte nacional. ?É uma questão de amadurecimento das crianças e do direito delas à educação infantil. Isso é sério, porque a infância até 5 anos tem um processo de aprendizagem muito diferente das crianças maiores?, diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de educação básica do MEC.
O presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, Arthur Fonseca Filho, ?lamenta? o projeto de lei em elaboração no MEC. ?Não acho errado que cada Estado tenha o seu modelo. Essa autonomia está prevista na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação?, afirma. ?Escolhemos a data de 30 de junho porque antes era 31 de dezembro e não queríamos uma mudança radical?, completa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Lua
terça-feira, 21 de julho de 2009
Deixar filhos melhores para o planeta!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
'Viva vox'
Desejem-me sorte!
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Dinheiro direto na escola
Os recursos estarão disponíveis nas contas correntes dos beneficiários após o período de 48 horas úteis a partir da data de emissão da ordem bancária e podem ser conferidos na página eletrônica do FNDE, em Consultas a liberações de recursos.
O PDDE engloba várias ações voltadas para a melhoria da infraestrutura física e pedagógica das escolas e o reforço da autogestão escolar nos planos financeiro, administrativo e didático, contribuindo para elevar os índices de desempenho da educação básica.
Os recursos são transferidos independentemente da celebração de convênio ou instrumento congênere, de acordo com o número de alunos extraído do censo escolar do ano anterior ao do repasse.
Até 2008, o PDDE contemplava apenas as escolas públicas de ensino fundamental. Em 2009, com a edição da Medida Provisória nº 455, de 28 de janeiro (transformada posteriormente na Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009), foi ampliado para toda a educação básica, passando a abranger as escolas de ensino médio e da educação infantil.
No ano passado, o programa investiu R$ 692,7 milhões, beneficiando 26,9 milhões de alunos, matriculados em 117,4 mil escolas. Com sua ampliação, o universo de estudantes beneficiados em 2009 passou para 45,6 milhões, em 164,1 mil escolas. O orçamento previsto para este ano é de R$ 930,8 milhões.
Fonte: Governo Federal, 17 de julho de 2009.
http://www.brasil.gov.br/noticias/ultimas_noticias/160709-20/
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Os livros do seu Carneiro...
Aos 72 anos, o alagoano Antônio Carneiro dos Santos ou Seu Carneiro, como é conhecido no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, diz que só frequentou a escola por “um mês” e que tudo que sabe aprendeu "com a vida". Apesar do pouco estudo, hoje ele contribui para a formação de moradores desse violento bairro da capital paulista.
Nesta quinta-feira (23), quando se comemora o Dia Mundial do Livro - data instituída pela Unesco -, o ex-feirante falou da experiência da ONG Reviver Capão, onde mantém atualmente uma biblioteca comunitária com cerca de 20 mil títulos.
Desde a criação do primeiro espaço de leitura, há seis anos, ele não parou mais. Seu Carneiro conta ter ajudado a criar outros 12, espalhados pela Zona Sul e Grande São Paulo. Entre elas, está uma biblioteca em uma base da Polícia Militar no Jardim Ranieri, na Zona Sul. Ele diz ter dado o pontapé inicial para a formação das bibliotecas, com a doação dos livros. Ao todo, já doou mais de 60 mil títulos.
Na biblioteca do Seu Carneiro, na ONG do Capão Redondo, parte dos livros fica distribuída em gôndolas, uma “influência” dos tempos de comerciante. As obras e revistas foram doadas à associação por moradores da região e não param de chegar. “Está difícil encontrar espaço.”
E o esforço rendeu frutos. Segundo ele, escolas da região recomendam sua biblioteca como fonte de pesquisa aos alunos, e trabalhadores mudaram seus hábitos para usar o espaço de leitura. “Não tenho dúvida de que a biblioteca estimula a leitura. Tem uma moça que trabalha como faxineira em uma fábrica aqui perto que criou o hábito de todos os dias passar aqui. O pessoal de uma loja grande vem ler na hora do almoço”, exemplifica ele, que paga do próprio bolso os R$ 3 mil de aluguel do imóvel e não aceita doações em dinheiro, apenas trabalho voluntário.
Foi o descaso do poder público em relação ao Capão Redondo que o levou ao trabalho comunitário. “Pela brutalidade que nós vemos do pessoal político... Eles não olham para o pessoal mais pobre. Aqui não tinha nem campo de futebol.” A ONG, que também oferece à população 39 cursos profissionalizantes a um preço simbólico (R$ 15, para pagar o professor), conta hoje com 2,6 mil alunos.
O exemplo do “bibliotecário” do Capão Redondo já foi notícia em jornais como o New York Times, conta com orgulho o alagoano que há 40 anos trabalha na região. Neste ano, ele foi convidado para dar palestras nos Estados Unidos e na América Latina. “É um sonho totalmente realizado. Eu gosto de ficar aqui. É um trabalho de formiga e que tem que ter muita coragem, com a idade que eu tenho.”
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ainda sobre bibliotecas...
Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).
A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.
Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.
Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 18, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.
Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.
Fonte: O Globo, G1, 21 de abril de 2009
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1092802-5604,00-UNESCO+LANCA+BIBLIOTECA+MUNDIAL+DIGITAL.htmlterça-feira, 14 de julho de 2009
Laptop econômico e ecológico, será mesmo?
Matéria sobre educação brasileira no Economista
De forma geral é inegável a interconexão entre educação e desenvolvimento nas nações BRIC (Brasil, Russia, India e China), haja vista o interesse internacional. A íntegra do artigo em inglês pode ser acessada através do link abaixo:
http://www.economist.com/displayStory.cfm?story_id=13782570
Biblioteca Britânica
A Biblioteca Britânica disponibilizou na internet (www.bl.uk/) um acervo gigante de livros, jornais, artigos. Não é à toa que o prédio, no centro de Londres, ficou conhecido como ''a catedral do conhecimento''.
A Biblioteca Britânica é a segunda maior do planeta e só perde para a biblioteca do Congresso americano. São nove andares num edifício do tamanho de quatro campos de futebol, três andares para cima e seis para baixo. No subterrâneo, protegido de radiação, de umidade e de vandalismo, está guardado o tesouro que ocupa nada menos que 630 km de prateleiras, o equivalente a distância entre Salvador e Maceió.
Para pesquisas que dependem de download, ou seja, quando o leitor tem que baixar um arquivo ou mesmo imprimir algum documento, há um custo equivalente a R$ 25 e o acesso vale por 24 horas.
O responsável pela publicação na internet, Ed King, conta que todos os documentos foram microfilmados, assim podem ser acessados em segundos, como artigos publicados pela imprensa britânica sobre a independência do Brasil, em 1822, ou a abolição da escravatura, em 1888.
Fonte: Globo G1, 13 de julho de 2009.
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1228262-5604,00.html
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Criatividade
domingo, 12 de julho de 2009
Reunião Anual da American Educational Research Association
Maiores informações podem ser obtidas no site:
http://www.aera.net/Default.aspx?id=7590
sábado, 11 de julho de 2009
Bolsa família e frequência escolar
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“Esse retorno sinaliza que o trabalho da coleta da frequência escolar dos beneficiários do programa Bolsa-Família está enraizado nos municípios”, afirma o diretor de estudos e acompanhamento das vulnerabilidades educacionais, Daniel Ximenes, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do MEC. Segundo ele, esse resultado é fruto das capacitações feitas com os operadores da frequência escolar no primeiro semestre em todos os estados.
O total de estudantes entre seis e 17 anos beneficiários do Bolsa-Família cadastrados junto ao MDS é de 16,7 milhões. No entanto, 2,4 milhões fazem parte do grupo de “não-localizados”, aqueles que não estão com registros corretos por terem mudado de escola ou cidade, por exemplo. Assim, o MEC teve, no segundo período de acompanhamento de 2009, condições de acompanhar a frequência escolar de 14,3 milhões de beneficiários.
O melhor percentual de retorno do acompanhamento até agora havia sido o do último período de 2008: 97,79%. De acordo com Ximenes, a tendência é que essa taxa se estabilize nesse patamar: entre 96% e 98%. “Já é um ótimo resultado, considerando que são crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, de famílias em pobreza ou extrema pobreza”, ressalta.
Assiduidade - A assiduidade dos beneficiários na escola é uma das exigências para participação no Bolsa-Família, chamada de condicionalidade. É exigida a frequência mínima mensal de 85% para os alunos de seis a 15 anos e de 75% aos jovens de 16 e 17 anos. A responsabilidade pela informação desses dados é dos gestores municipais e estaduais e das direções das escolas. Cabe a eles também identificar os motivos do não-cumprimento das condicionalidades e implementar políticas públicas de acompanhamento para essas famílias, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O MEC realiza a coleta da frequência dos beneficiários a cada bimestre letivo e a envia para o MDS.
Fonte:
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 841 - Brasília, 8 de Julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Paidéia
Este blog pretende explorar idéias e conceitos no campo da educação, assim como o próprio sentido do processo educativo, por isso foi batizado como 'Paidéia'. Então, para começar, penso que seja oportuno retornar à noção de Paidéia.
Convido a todos à leitura do texto de Maria de Jesus Fonseca, Professora Adjunta da ESEV, que se chama 'A noção de paidéia revisitada' (http://www.ipv.pt/millenium/esf9_mjf.htm).

